sexta-feira, 20 de julho de 2012

Eleição ou Concurso Público

Muitos candidatos a vereador encaram a oportunidade nas eleições apenas como a chance de conquistar um novo emprego, infelizmente.
Mas então vamos fazer uma análise da eleição como um concurso:
1.      São 09 vagas e 66 candidatos, não são 08 por vaga;
2.      Não precisa ter um alto grau de escolaridade (na verdade nenhum, apenas saber ler e escrever);
3.      Não é necessário fazer uma prova com um vasto conteúdo, tem mesmo é que conquistar os eleitores, os avaliadores do concurso público para vereador;
4.      Bom salário, em média R$ 1.000,00;
5.      Não precisa ter nenhum projeto, basta prometer que vai tentar fazer o impossível;
6.      Não precisa entender nada de Administração ou de leis, pois isto não será cobrado, e não será obrigatório apresentar nenhum Projeto de Lei;
7.      Não precisa se dedicar para investigar o Executivo (os atos do Prefeito), pois o que importa mesmo é ir a algumas reuniões, porque os eleitores não procuram saber o que está acontecendo, e se o candidato a vereador que ajudou a eleger está cumprindo com o dever;

Você que vai votar que é eleitor, me responda a 04 perguntas:
1.      Você já foi a alguma reunião na Câmara de Vereadores? Sabe o dia e o horário das reuniões?
2.      Você sabe o que o vereador que você ajudou a eleger está fazendo de importante para a sociedade e para a cidade?
3.      Você pergunta ao vereador quais projetos irá apresentar para melhorar a Saúde, Educação, Segurança Pública, entre outros temas de seu interesse e da sociedade? Você sabe o que ele pretende fazer após ser eleito no próximo mês de outubro e tomar posse em janeiro?
4.      O que você gostaria que fosse feito para melhorar o município?

Respostas podem ser enviadas para o e-mail:
ascomga@hotmail.com

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Caos em Goiabal - Distrito de Governador Valadares/MG





Em Goiabal, Distrito de Governador Valadares, as recentes obras tem causado transtorno aos moradores. Ontem, terça-feira, dia 17 de julho, duas saídas do Distrito acabaram fechadas devido obras, sendo que a única disponível encontra-se intransitável, pois os bloquetes não foram recolocados e com as chuvas um trecho da Rua João Joaquim dos Reis (Foto 3, 4 e 5) virou um “mar de lama”. Como a entrada da Rua Antônio de Castro Pinto (Foto 1) está impedida, e na Avenida Domingos de Araújo (Foto 2) também tem um trecho impedido, os moradores que precisam sair de veículo são obrigados a enfrentar o barro, correndo o risco de danificar seus veículos ou causarem algum acidente. As obras poderiam ter sido feitas de forma alternada, pois o objetivo tem que ser melhorar a vida dos moradores e não trazer transtornos. Os moradores esperam uma solução urgente para o problema.



segunda-feira, 16 de julho de 2012

Falando de educação...


 Abaixo estou postando uma cópia da carta escrita por uma professora que trabalha  no Colégio Estadual Mesquita, à revista Veja. Leiam e tirem suas próprias conclusões. Lembrando que podem opinar via e-mail: ascomga@hotmail.com
RESPOSTA À REVISTA VEJA!
Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. 
É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS  razões que  geram este panorama desalentador. Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas  para diagnosticar as falhas da educação.  Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira.
Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital?  Em que pais de famílias oriundas da pobreza  trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos  em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida?  Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras.
Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola. Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores, e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê?  De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou, o que é ainda pior, envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida.
Realmente, nada está bom.  Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.
Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos,  há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais.
Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos,  de ir aos piqueniques, subir em árvores?
E, nas aulas, havia respeito, amor pela Pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência.
Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.
Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução),  levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a "passeios interessantes", planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero.
E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom.
Além disso, esses mesmos professores “incapazes”, elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;
Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40h semanais.
E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário.
Há de se pensar, então, que  são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que se esforcem em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas.
Como isso é motivante..e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave.
Temos notícias, dia-a-dia,  até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.
Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite.
E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.
Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é  porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. 
Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se. Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais,quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade..
Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos se sentarem. E é essa a nossa realidade!  E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo
Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões  (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!!
Passou da hora de todos abrirem os olhos  e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores  até agora  não responderam a todas as acusações de serem despreparados e  “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO.
Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.
Vamos fazer uma corrente via internet, repasse a todos os seus! Grata
Vamos começar uma corrente nacional que pelo menos dê aos professores respaldo legal quando um aluno o xinga, o agride... chega de ECA que não resolve nada, chega de Conselho Tutelar que só vai a favor da criança e adolescente (capazes às vezes de matar, roubar e coisas piores), chega de salário baixo, todas as profissões e pessoas passam por professores, deve ser a carreira mais bem paga do país, afinal os deputados que ganham 67% de aumento tiveram professores, até mesmo os "alfabetizados funcionais".
Pelo amor de Deus somos uma classe com força!!! Somos politizados, somos cultos, não precisamos fechar escolas, fazer greves, vamos apresentar um projeto de Lei que nos ampare e valorize a profissão. Mesmo quem  não atua como docente, um dia passou por uma escola e tornou-se o que você é hoje!

Vanessa Storrer - professora da rede Municipal de Curitiba!

Vc que curte Sardoá

Todos que curtem Sardoá agora vão ter um canal para se informarem do que se passa nesta cidade de gente alegre e acolhedora.

Também conhecida como "Terra da Laranja", Sardoá se consolida como liderança microrregional.


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